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Bate Papo sobre Cabelos: Relaxamentos, Hidróxidos, Guanidinha, Tioglicolato, Tonalizantes, compatibilidades


Hoje o bate-papo é sobre cabelos e trago uma pequena orientação/esclarecimento sobre princípios ativos existentes em químicas transformadoras.
Acho importante sempre esclarecer este assunto, porque embora haja  muitas possibilidades em produtos, com promessas de resultados incríveis, há pouco esclarecimento sobre seu uso, ações, reações e resultados que variam de acordo com a estrutura natural do cabelo e a situação em que eles se encontram.

Meu objetivo neste post é tentar democratizar o acesso destas informações tão importantes, que ficam sempre nas mãos dos profissionais e poucos nos esclarecem sobre isto, para que tenhamos de fato, liberdade de escolha na decisão por este/aquele/nenhum produtos ou serviços com estes princípios ativos presentes nas químicas transformadoras.

Em geral, a linha segue um pouco este raciocínio.

Cabelos relaxados com HIDRÓXIDOS são compatíveis entre si (sódio, cálcio, lítio e guanidina), mas de acordo com a estrutura natural e situação dos fios, pode apresentar resultados diferentes.

Hidróxidos NÃO SÃO COMPATÍVEIS com permanentes afros e americanos, pois seu princípio ativo é o tioglicolato de amônia e vice-versa. Quem desejar mudar de um para o outro, o adequado para não ter quebra/queda dos fios, é aguardar, NO MÍNIMO UNS 6 MESES, ir cortando o comprimento e fazer a aplicação.

Tinturas com amônia NÃO SÃO COMPATÍVEIS com hidróxidos. Amônia e hidróxidos não se comunicam, mas "se dão" com tioglicolato.

Cabelos relaxados com hidróxidos, guanidinas e tioglicolato devem fazer uso de TONALIZANTES, isto é, coloração suave/temporária SEM amônia, pois agride menos os fios.

Quer saber/entender um pouco mais deste assunto? Confiram o vídeo que fiz para vocês:


         

E aí gostaram? Tem dúvidas? Se desejarem, me envie um email crilourah@gmail.com ou mande sua pergunta no box de comentários abaixo que assim que puder respondo.

 Espero ter ajudado.

 Beijos e até o próximo post.
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Luzes em cabelo crespo/cacheado com Quimica/Natural pode???


Pleno século XXI, com o avanço da tecnologia em cosméticos e das técnicas para cabelos e maquiagens e ainda ouvimos disso de profissionais e amadores que não é possível clarear um cabelo crespo/cacheado natural/quimica. Como???

Pessoal, sabemos que há milhares de profissionais no mercado. Não é o que tem salão na esquina ou o que está no shopping é melhor ou pior. O que qualifica um profissional é sua competência técnica e teórica e claro estar em sintonia com as tendências do mercado.

Afirmar que não é possível clarear cabelos com o nosso é no mínimo, passar atestado de desatualização e certa incompetência. 

Claro que não é qualquer situação nos cabelos crespos e cacheados, naturais e com quimicas, que podem ser submetidos a estes procedimentos. Antes de mais nada, o cabelo precisa estar ultra tratado, porque os danos como ressecamento, quebra, porosidade entre outros vem acompanhando os resultados. Portanto, um cabelo sadio, bem preparado aliado aos produtos corretos e a técnica de um bom profissional, conseguimos alcançar resultados favoráveis.

Como preparar meus cabelos?

- Corte em camadas para modelar e definir
- Hidratações semanais de 2/3x por semana, seguidas de cronograma capilar ou foco em nutrições e reconstruções para fortalecer a fibra capilar de dentro para fora.
- Cuidados básicos como: evitar lavar a noite para não prejudicar o couro cabeludo, evitar escovar seco, e prender com elástico muito apertado.

Meu cabelo está pronto, quais são os primeiros passos?

Uma coisa é a gente achar a outra é um profissional sério avaliar e dar o aval. Neste caso, sendo seus cabelos naturais, isto é, que não tem nenhuma quimica de transformação como relaxamentos, escovas progressivas, permanentes entre outros, tente comprar uma coloração (tintura) com amônia. O tonalizante, neste caso, não costuma segurar muito tempo. Compre os tons acima de 9.0 e com reflexo 1(caso queira mais discreto, pois puxa para o cinza), 3 (caso você queira um efeito dourado) ou 4 (para quem gosta do efeito acobreado). Ex: 9.1, 9.3, 9.4

Para quem faz quimicas, o ideal sempre é o uso do TONALIZANTE usando emulsão própria ou água oxigenada de 20 VOLUMES, caso seu cabelo esteja completamente virgem de coloração. Prepare o tonalizante, CONFORME ORIENTAÇÃO DA BULA e deixe agir no tempo determinado pelo produto.

Após a coloração, sendo você natural ou com quimica, considera-se um cabelo quimicado. Com isso os cuidados são redobrados no que tange as hidratações semanais. Invista em cuidados por 2/3x semana focando em nutrições e reestruturações.

Passei, mas não clareou. O que faço?

Nada. Nem tente aplicar novamnete, pois isso satura o cabelo quimicamente e ele vai ficando fraco. Cuide bem dele e, após uns três meses, tente novamente usando a decapagem (técnica de remoção das cores usando pó descolorante sem amônia e água oxigenada de 20 volumes) Aplique mecha pro mecha em cada etapa e observe. Clareou? Remova imediatamente. O segredo aí é o olhômetro.

Clareou, mas ficou laranja. E agora?

E agora? A Inês é morta... (Brincadeira). Precisa-se fazer uma técnica chamada de matização da cor. Em geral, quando se puxa para o laranja, matiza-se com um tonalizante com reflexo 1 (cinza) para neutalizá-lo. O laranja vai sair de uma vez? Não necessariamente. Se não sair, sugiro que procure um profissional para fazer esta matização para você.

                                                     Clareou, mas ficou elástico. E agora?

Hidratações reconstrutoras nele. Entre elas produtos a base de queratina, cisteína, cistina, arginina entre outros ativos que fortalecem os fios.




Peço desculpas, as fotos não ficaram boas, mas foi apenas para ilustar como eu mesma tentei fazer as luzes em casa.
No meu caso, meu cabelo deu ponto em menos de cinco minutos. Tive que aplicar e já ir observando a ação.

Ele está amarelão, porque gosto do efeito "douradão" e porque também tenho dificuldades para matizá-lo. Afinal, não sou cabelereira.

E vocês? Já tentaram fazer luzes? Como foi o resultado?

 Beijos e até o próximo post.
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#Indignada: A "demonização" social do cabelo crespo e cacheado

#INDIGNADA é um novo quadro do blog Criloura onde trarei assuntos relevantes da nossa vida cotidiana para discutimos e refletirmos sobre sua existência. Há situações que não percebemos ou mesmo fingimos em não vê-las, mas que estão à nossa frente e precisam ser enfrentadas para que possamos viver em uma sociedade mais justa e igualitária.

O #Indignada de hoje traz à reflexão sobre o comportamento polêmico, meio às crespas e cacheadas de plantão, que diz respeito sobre o uso ou não de quimicas transformadoras nos cabelos.  Pode parecer irrelevante este assunto, mas o mesmo tem causado longos debates dentro e fora das redes sociais, além de um comportamento de "demonização" e até exclusão de quem opta (ou não) pelo uso de quimicas transformadoras nos cabelos.

Decidi escrever este post refletindo sobre duas situações opostas, mas que se esbarram no que tange ao desrespeito às escolhas alheias. As situações ocorreram com duas amigas, a primeira que se viu desprezada e desrespeitada por sua familia e amigos por decidir parar de usar quimicas transformadoras em seu cabelo crespo e deixá-lo natural. A situação chegou a um ponto em que sua mãe chegou-lhe a chamar de "coisa" por ter tomado esta decisão. Se a mãe agiu assim, não preciso comentar do posicionamento do marido e outros próximos, né? A coisa é e continua barra pesada na vida desta querida amiga, que tem enfrentado com dores, dificuldades, mas resistência sobre sua escolha.
Já a outra amiga desabafou com plena indignação de sua visita como consumidora a um espaço, para comprar turbantes e se viu "atacada" por algumas pessoas, adeptas ao cabelo natural, que a "demonizaram" com ódio veemente por escolher transformar seus cabelos quimicamente sob alegação de que ela não era negra por fazer tal opção.

Ambos os assuntos a pensar muito e compartilhar estas indignações.

A primeira impressão é a seguinte: Estamos ou não vivendo em uma batalha ideológica pela (re)afirmação da "sua verdade"? Afinal é guerra ou divergência de idéias?




Sobre este assuntos, existe algumas questões de vários pontos de vista como:

1) Se Deus fez todos iguais, por quê não respeitamos esta igualidade e tendemos à excluir quem não pensa como nós?

2) Se a Constituição Brasileira preza pela liberdade de escolha e expressão, por quê agimos ao contrário, já que somos em defesa da lei?

3) Se a  Discriminação é uma tipificada comop crime previsto no código pena, por quê estas e outras práticas objetivas e subjetivas permeiam nosso universo?

4) Se lutamos contra o RACISMO (supremacia de um raça/grupo sobre o outro, quando um encontra-se em vantagem ou desvantagem sobre o outro) contra negros, indígenas, nordestinos, judeus, gays, e outras minoriais sociais, por quê nós que pertencemos a esta categoria agimos de hostilização com o outro?

5) Segundo o IBGE em 2010, negros e pardos, que se autodeclaram, são mais do que maioria no Brasil. Além deste critério, tem o mais clássico que se avalia o individuo pela cor da pele e pela questão socioeconômica (vide o exemplos dos rolezinhos). Sendo assim, se existe esta maioria no país, consequentemente temos esta mesma maioria com cabelos crespos e cacheados.

 Levando em consideração os fatos acima e os itens citados, percebe-se que o preconceito (ato subjetivo) e a discriminação (ato objetivo) podem ser fatores predominantes para embasar a (re)afirmação destes pontos de vista excludentes, desprezando completamente a história de lutas e inclusão que nossos antepassados e nós batalhamos para que sejam reconhecidas e respeitadas pela sociedade no Brasil e no mundo.

Em outras palavras, acredito que temos uma questão social e histórica muito maior do que aceitar ou não a escolha de quem opta em ter cabelos naturais e/ou com química. Na verdade quem usa destes argumentos para prevalecer suas vontades desconhece sua história e despreza suas verdadeiras raízes que vai além do cabelo natural.


Em hipótese nenhuma nego a relevância dos movimentos de valorização aos cabelos naturais, bem como o direito de opinião de cada um sobre considerar positivo ou negativo às opções existentes e escolhas individuais. Agora transformar opinião em ideologia para "demonizar", massacrar, diminuir, desprezar e excluir o outro, em nome de uma pseudo-padronização que a sociedade (formada por nós) impõe é total desrespeito com a dignidade da pessoa humanam sua história e suas subjetividades.

O sentido de verdade para nós se traduz em respeito à verdade do outro, ainda mais quando se tem algo maior em torno destas relações, que é a justiça e o bem estar individual e coletivo. Esta é uma das bases de valorização e reconhecimento das diferenças e diversidades sociais.

Portanto, vamos respeitar as escolhas que o outro faz e produz em seu próprio corpo e em sua própria vida, já que, cada um de nós tem o seu próprio corpo, sua própria história e sua própria vida e faz dela o que quiser. Sejamos mais nós mesmos e menos o que queremos que o outro seja.



E vocês? O que pensam sobre este assunto? Já foram autores ou réus  de situações como esta?

Beijos e até o próximo post.


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